Agonizava em seus pensamentos. Clamava por ajuda, mas ninguém dava a mínima.
Sua vulnerabilidade psico-emocional transparecia. -Era mais que obvia-
Seus fantasmas lhe perseguiam, importunavam; e as lágrimas escorriam pelo rosto, borrando a maquilagem, que desenhava a tristeza que explodia por dentro.
As paredes brancas logo ficaram repletas de dor, e por dentre os quadrados de piso via-se apenas o medo e a fraqueza.
A insegurança vinha de tempos, mas não de dentro. Era imposta.
Imposta por aqueles que só conseguem sobreviver e se sentir bem na miséria alheia.
"Parasitas repugnantes. Nojentos. Sugam sua energia para defender-se. Coitados.. Sem vergonha. Devem queimar e morrer em angústia." Ela pensava, enquanto o sangue escorria em seus braços e manchava-lhe a calça.
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